ENTREVISTA COM O "ALFREDINHO" -- PRECIOSIDADE
http://www.youtube.com/watch?v=17XkZWn6yFI
Aqui estão minhas idéias, reflexões e tudo mais que eu achar legal de registrar. Espero que vocês gostem. Bjs Bento
Em 1984, quando ficou claro para o Banco Mundial que não permitiríamos que se metessem na direção do Grameen, eles desistiram de nós e resolveram formar a sua própria organização de microcrédito em Bangladesh, onde mesclavam nosso modelo de empréstimo a atividades não ligadas a crédito de outras organizações sem fins lucrativos bem-sucedidas no país. Achei a idéia não realista e lhes disse isso.
O governo de Bangladesh aceitou nossa avaliação e resistiu à iniciativa do Banco Mundial, o qual parece não ter aprendido nada com nossa argumentação da inviabilidade da sua proposta. Pelo contrário, retirou do documento do projeto recusado o nome "Bangladesh" e o ofereceu ao governo de Sri Lanka.
As instituições de ajuda multilateral têm muito dinheiro para distribuir com quantias estabelecidas para cada país. Quanto mais dinheiro concederem, melhor seu conceito como doadores de empréstimo.
Em meu trabalho em Bangladesh vi o desespero dos funcionários dos organismos doadores para conceder maiores quantidades de dinheiro. Eles fazem o que for preciso para conseguir isso: subornam direta ou indiretamente funcionários do governo ou políticos; alugam casas para instalar o escritório do projeto; providenciam viagens ao exterior para o funcionário do governo, organizando seminários e congressos em cidades que ele quer visitar.
Um funcionário de uma instituição financeira doadora me confidenciou que não conseguia fazer seu projeto avançar, atravancado pela burocracia de Bangladesh. Ele teria então aceitado uma proposta de financiar um outro projeto, de 5 milhões de dólares, na área residencial do funcionário do governo responsável pela aprovação do projeto inicial, este de 100 milhões. (Considerei inútil até mesmo esse projeto maior, para o qual ele estava tão ansioso em obter aprovação do governo de Bangladesh.)
Fiquei chocado quando ouvi essa história e os detalhes do projeto de 5 milhões de dólares que ele concordara em financiar.
- Você sabe muito bem que esse dinheiro simplesmente irá para o bolso dos amigos dos funcionários do governo.
O funcionário do organismo doador disse:
- Claro que sei. Mas esse é o preço que estou disposto a pagar pela aprovação do meu projeto.
- Você quer dizer que está havendo suborno! - disse, indignado.
- Bom, eu não penso assim. Esse é um projeto legítimo, que vai ser submetido ao processo de avaliação.
O dinheiro do suborno seria fornecido por uma instituição internacional. E o pior disso tudo: o povo de Bangladesh é que iria pagá-lo, com juros.
Em outros casos os consultores, fornecedores e empreiteiros facilitam o mecanismo do suborno. Afinal de contas eles são os maiores beneficiários dos projetos financiados. Os cálculos de uma instituição de pesquisa nos mostram que, dos mais de 30 bilhões de dólares em ajuda externa recebidos nos últimos 26 anos, 75% nunca chegaram realmente a Bangladesh na forma de dinheiro. Em vez disso eles vieram como equipamento, commodities, suprimentos e o custo de consultorias, contratantes, conselheiros e especialistas.
Alguns países ricos usam o orçamento de ajuda externa para empregar suas próprias pessoas e vender seus próprios bens. Os 25% restantes que efetivamente chegaram a Bangladesh na forma de dinheiro foram para as mãos de uma pequena elite local de fornecedores, empreiteiros, consultores e especialistas. A maior parte desse dinheiro é usada na compra de bens de consumo importados que de nada valem para a nossa economia ou para a força de trabalho do nosso país. E há uma crença generalizada de que grande parte do dinheiro dos doadores acaba sendo dada a funcionários e políticos como suborno para definir decisões de compras e assinaturas de contratos.
O problema é o mesmo em todo o mundo. A base da ajuda internacional é de 50 a 55 bilhões de dólares anuais. E muitos dos projetos financiados com esse dinheiro criam burocracias governamentais imensas, que se tornam corruptas e ineficientes e logo se desviam dos objetivos originais. A ajuda é dada com a suposição de que o dinheiro deve ir para os governos. Num sistema que alardeia a superioridade da economia de mercado e da livre empresa, o dinheiro da ajuda internacional acaba sendo destinado à expansão dos gastos governamentais, atuando freqüentemente contra o interesse da economia de mercado.
Já afirmei muitas vezes que o dinheiro gasto em infindáveis burocracias seria muito mais bem aproveitado se fosse dado como crédito às pessoas mais necessitadas do nosso país. Por exemplo, pôr nas mãos dos 10 milhões de famílias mais pobres de Bangladesh, como crédito, a soma de 100 dólares exigiria 1 bilhão de dólares à vista. As famílias beneficiárias poderiam investir esse dinheiro em empreendimentos que aumentariam a sua renda. Se 90% do dinheiro fosse recuperado, teríamos criado um fundo rotatório de 900 milhões de dólares, a ser reciclado como empréstimos sucessivas vezes.
A ajuda externa normalmente vai para a construção de estradas, pontes, etc. que supostamente ajudam "a longo prazo" os pobres. Mas a longo prazo o pobre e faminto vai morrer. E do mundo real nada vai para ele.
Não me oponho à construção de estradas e pontes. Mas elas fazem sentido apenas quando os pobres podem se beneficiar da sua existência. E isso normalmente não acontece.
Os principais beneficiados, direta e indiretamente, por essa ajuda são os ricos, embora tudo seja feito em nome dos pobres. A ajuda externa se torna caridade para os poderosos. Se se pretende que ela tenha algum impacto na vida dos pobres, é preciso redirecioná-la de modo que atinja os domicílios diretamente, sobretudo as mulheres dos lares mais pobres. Acho que uma nova metodologia de ajuda precisa ser pensada com novos objetivos.
Atacar diretamente a pobreza deve ser o objetivo de toda ajuda para o desenvolvimento, que deve ser considerado uma questão de direitos humanos, e não uma questão de crescimento do PNB, que considera que, se uma economia nacional melhora, os pobres se beneficiarão disso.
A concepção de desenvolvimento precisa ser redefinida: desenvolvimento deve significar uma mudança positiva no status econômico dos 50% da população que vivem em condições de vida inferior. Se não ajudar a melhorar a condição econômica dessa faixa da população, então não se trata de ajuda para o desenvolvimento. Em outras palavras, é preciso julgar e medir o desenvolvimento econômico pela renda real per capita dessa população.
A consultoria é uma atividade respeitável. Mas em países dependentes da ajuda de doadores ela perdeu o seu significado original e se tornou algo muito preocupante. Todos sabem o quanto os países do Terceiro Mundo se tornaram dependentes dos doadores. Mas não se avalia o quanto a burocracia os tornam dependentes dos consultores.
Uma categoria específica de consultores é exímia em produzir pilhas de documentos, bem-encadernados e bem-impressos. A qualidade desses documentos não interessa a ninguém. Um número cada vez maior de consultores internacionais está se notabilizando em vender seus serviços no ramo de ajuda externa. Atualmente é considerado o melhor consultor aquele que pode justificar, convincentemente, decisões que já foram tomadas pelos funcionários dos doadores.
Quando visitam um candidato a doação, os consultores fingem que estão interessados em seus apelos. Mas suas conclusões, em quase todos os casos, já estão preestabelecidas pelos organismos doadores que representam. Eles trabalham dentro daquela orientação, porque assim vão poder ser novamente contratados. Muitas vezes, os consultores são como técnicos de futebol que nunca jogaram ou viram um jogo de futebol em sua vida. Técnicos de futebol cujo único jogo que já jogaram foi o vôlei.
Considero que o crescimento da atividade de consultoria desencaminhou gravemente os organismos doadores internacionais. A existência do consultor pressupõe que o país beneficiário precisa ser guiado passo a passo na identificação, preparação e implementação do projeto. Os doadores, e os consultores por eles empregados, tendem a assumir uma atitude arrogante em relação aos países beneficiários.
Os consultores têm um efeito paralisante sobre os países beneficiários. Atualmente os funcionários e os acadêmicos dos países beneficiários aceitam os números mencionados nos documentos dos doadores preparados pelos consultores. Não apresentam seus próprios fatos e números.
Sei que os organismos doadores são bastante pressionados para usar a verba destinada para fins de doação dentro de cada ano fiscal; e os caros consultores têm a excepcional qualidade de dar ao trabalho um aspecto de profissionalismo. Os países beneficiários acham ótimo poder deixar os detalhes para os consultores, pois quase sempre só estão interessados na quantia que irão receber. Quando o acordo é assinado e os projetos são lançados, começam a surgir os problemas reais. Mas ninguém pensa em culpar os consultores; estes, por sua vez, lançam toda a culpa nos ombros dos países beneficiários. Brincando com os projetos que tratam do destino das pessoas, acabam por ficar com uma parte considerável do dinheiro.
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Esse negócio de doações acabarem enchendo os bolsos de quem diz que quer resolver um problema social se torna explícita nas palavras de José Padilha, diretor dos filmes "Tropa de Elite" e "Ônibus 174"
"Tem ONGs seriíssimas, mas há também as que não são. Quando fiz 'Ônibus 174', olhei a estatística de meninos de rua e ONGs no Rio [Rio de Janeiro]. Eram 3.400 meninos de rua e 1.615 ONGs. Se cada uma pegasse dois, acabava o problema. As ONGs são importantes, mas desconfio da proliferação."
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Banco Mundial Washington D.C., 1993
Foi um longo caminho percorrido, dos 27 dólares emprestados a 42 pessoas em 1976 até os 2,3 bilhões de dólares emprestados a 2,3 milhões de famílias em 1998. Em 1997 realizou-se a Conferência do Microcrédito, que lançou uma campanha de âmbito mundial para atingir 100 milhões de famílias no ano 2005. Os programas do Grameen se estendem por todo o mundo, do Equador à Eritréia, de ilhas no círculo polar ártico até Papua-Nova Guiné, no sul, dos guetos do centro de Chicago até as comunidades remotas das montanhas do Nepal.
Mas estamos em novembro de 1993, uma ocasião extremamente importante para o Grameen, porque finalmente as nossas idéias chegaram ao local sagrado dos países doadores. Fui convidado pelo presidente do Banco Mundial para falar à Conferência Mundial da Fome, na sede do Banco Mundial, em Washington D.C. Ao me levantar para falar, imagens daquelas mulheres batalhadoras passam por minha mente.
Detenho-me e olho pensativamente para a audiência. Quem teria imaginado que, vindo de meu escritório em Mirpur, um bairro de Daca, localizado defronte a uma favela, eu estaria aqui, no centro internacional do mundo financeiro, desafiando o Banco Mundial com um discurso que relataria nossas experiências e nossos métodos?
Como o Banco Mundial e o Grameen tiveram, ao longo dos anos, tantas contendas e discordâncias, às vezes se comenta que ambos prezam essa briga. Alguns funcionários do Banco Mundial até entenderam a razão do microcrédito, mas nossos estilos são tão radicalmente diferentes que eles não poderiam nos dar a assistência ou a ajuda de que precisávamos. Durante muitos anos o Grameen gastou muito tempo e energia nessa contenda com o Banco Mundial.
Diante daquela audiência me lembrei da teleconferência ocorrida no Dia Mundial da Alimentação, em 1986. Patricia Young, coordenadora nacional da Comissão Americana do Dia Mundial da Alimentação, havia me convidado para participar de uma mesa-redonda, junto com o então presidente do Banco Mundial, Barber Conable, numa teleconferência que seria televisionada para trinta países. Apesar de não ter idéia do que fosse uma teleconferência, aceitei o convite. Era uma oportunidade para explicar por que eu achava que o crédito devia ser considerado um direito do homem e como ele podia exercer papel estratégico na eliminação da fome da face da Terra.
Essa teleconferência deu início à rixa. Não tinha intenção de chamar para briga o presidente do Banco Mundial, mas fui forçado. Ele comentara que o Banco Mundial fornecia ajuda econômica ao banco Grameen em Bangladesh. Achando que devia corrigir a informação errada, educadamente disse que o Banco Mundial não fizera isso. Duas vezes mais, ignorando meus protestos, Conable repetiu que o Banco Mundial dava ajuda financeira ao banco Grameen. Não queria passar por mentiroso, então insisti: "Nós, do banco Grameen, nunca quisemos ou aceitamos dinheiro do Banco Mundial, porque não gostamos do modo como ele realiza seus negócios. Qualquer projeto que financiam acaba sendo assumido por seus especialistas e consultores. Eles não descansam enquanto não moldam o projeto do seu modo. Não queremos intromissão no sistema que nós construímos e não aceitamos ordens que modifiquem nossa maneira de conduzir o negócio".
Foi nesse ano que rejeitamos a oferta de um empréstimo a juros reduzidos de 200 milhões de dólares feita pelo Banco Mundial.
Já que o sr. Conable havia me levado para o ringue, eu o enfrentaria. Segundo ele, o Banco Mundial empregava os melhores cérebros do mundo, portanto as suas soluções eram sempre as melhores. Contestei: "A contratação de grandes cérebros não se traduz necessariamente em políticas e programas que ajudam as pessoas, particularmente os pobres. De que adianta serem eles os melhores do mundo, se pairam acima das nuvens e não conhecem a vida terrena? O Banco Mundial devia contratar pessoas que entendessem o pobre e a sua vida. Esse conhecimento tornaria esta instituição mais útil do que é atualmente".
Acho muito constrangedor o estilo dos doadores multilaterais de fazer negócios com os pobres. Posso citar minha experiência com o Projeto Dunganon na ilha de Negros, nas Filipinas. A ilha era muito pobre e mais da metade de suas crianças eram subnutridas. Em 1988, foi iniciado o Projeto Dunganon, que era baseado no nosso. Em 1993, a dra. Cecile del Castillo, ainda inocente com relação à natureza e aos hábitos de trabalho dos consultores internacionais, pediu dinheiro ao IFAD (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola) para ajudar a expandir o seu programa. O IFAD, organismo das Nações Unidas, com sede em Roma, criado para dar ajuda à população rural carente, concordou prontamente com o pedido de ajuda feito por Cecile del Castillo, mandando quatro missões para investigar a sua proposta. Gastou milhares de dólares em passagens aéreas, diárias e honorários, mas o projeto nunca recebeu um único centavo.
Entretanto isso resultou num acordo assinado, em 1996, entre o governo das Filipinas, o Banco do Desenvolvimento da Ásia e o IFAD. O acordo determinava que o Banco do Desenvolvimento da Ásia e o IFAD deviam emprestar 37 milhões de dólares às Filipinas para dar sustentação a programas de microcrédito. Devido a complicações burocráticas, até março de 1998 esse dinheiro ainda não estava disponível. Depois de cinco anos, durante os quais especialistas analisaram o projeto e gastaram centenas de milhares de dólares, as famílias pobres da ilha de Negros ainda não tiveram o aumento dos empréstimos do programa de microcrédito que a sua situação calamitosa exigia.
Não posso deixar de pensar que se o projeto da ilha de Negros simplesmente tivesse recebido uma quantidade igual à do custo de uma única missão do IFAD o microcrédito teria sido capaz de atingir muitas centenas de famílias pobres.
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Não posso deixar de notar as similaridades entre o "mundo social" e o "mundo religioso". Em ambos, alguns participantes de certas organizações acham que são os "senhores do saber", mesmo que nem conheçam a vida daqueles a quem dizem desejar ajudar.
Outra similaridade inquietante é que os recursos, muitas vezes, se esvaem em "despesas administrativas e com o staff" e não atingem quem se deseja ajudar.
Bento Souto
Marcadores: Yunus
Como todo brasileiro eu vibrei com a vitória do Brasil sobre a Itália.
Todavia, além do futebol, o que eu mais gostei de ver foi a atitude de Kaká em um lance do jogo. Ao cometer uma falta em Pirlo, jogador da Itália, mesmo sem o árbrito marcar, Kaká parou o lance, reconheceu a falta e pediu desculpas ao Pirlo.
Ah, naquele momento eu vibrei. Vibrei porque esse é o comportamento que eu espero que um cristão tenha dentro de campo. Chega de ver aquelas mensagens nas camisas por baixo do uniforme com o nome de Jesus. Chega de ver mãos levantadas ao céu e gritos de "glória a Deus". O que eu quero ver são gestos como esse de Kaká, onde a Justiça prevalece sobre o desejo de vencer. Sim, em minha opinião, Kaká fez a jogada mais bonita de todo o jogo, ainda que não tenha mandado nenhuma bola para as redes da Itália.
Talvez essa minha vibração se deva ao fato de que detestava o comportamento de um pastor que jogava bola conosco quando eu era um garoto. A bola saía e ele dizia que não. A bola batia nele e ao invés dele dizer que era escanteio, ela negava. Ele cometia falta e dizia que o lance era normal. Isso me irritava e contribui para que eu visse que a religião do pastor só era praticada nos templos e não no campo de futebol.
Por isso, eu dou os parabéns ao Kaká e gostaria de ver mais cristãos fazendo o que ele fez hoje.
Sei que os críticos dirão que Kaká segue os ensinamentos de líderes inescrupulosos. Pra mim, isso é problema do Kaká. Aliás, um problema até pequeno em vista aa pouca idade dele. Eu, do alto dos meus 48 anos, já aprendi que nem sempre se acerta em tudo na vida. Todavia, eu me alegro quando vejo que alguém valoriza mais o agir com Justiça do que ganhar. Isso serve pra mim como sinal de aprendizado. Quem segue por esse caminho, não seguirá falsos ensinos por muito tempo.
Parabéns, Kaká!
Alguns dirão que Kaká não merece os parabéns porque o comportamento dele nada mais é do que o que se espera de um cristão. Eu concordo com isso. Entretanto, quando apenas um faz o que deveria ser regra, esse merece os parabéns.
Pense nisso na próxima vez que você for jogar futebol ou fazer qualquer outra coisa. Maradona venceu uma Copa do Mundo fazendo um gol com a mão. Vencer, violando a Justiça. parece não combinar com o ensino de Jesus. Talvez tenha sido por isso que Ele disse:
Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
Abração
Bento Souto