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segunda-feira, agosto 15, 2011

MULHERES QUEREM TRAIR COM SUJEITO DO PINTO GRANDE?

 

traicao_fidelidade2 pinto grande 2

Enviei a mensagem, abaixo, para algumas mulheres:

Olá, Fulana, como vai?
Estou curioso para saber a resposta de um questionamento. Resolvi perguntar para algumas mulheres e publicar as respostas delas. Você foi uma das escolhidas. As perguntas são simples.
No meu blog o texto mais acessado era
PARA MULHERES PENSANDO EM TRAIR. Logo depois que eu publiquei O MEDROSO DO PENIS GRANDE NO HOSPITAL, o mesmo começou a ser acessado de tal maneira que ainda hoje passará o antigo campeão (já passou!).
Em vista disso, pergunto: Qual é a causa de O MEDROSO DO PENIS GRANDE NO HOSPITAL ser o campeão de acessos e o PARA MULHERES PENSANDO EM TRAIR ser o vice? Será que é porque as mulheres pensam em trair com um cara do penis grande?
E, por último, qual será o motivo das pessoas tornarem O MEDROSO DO PENIS GRANDE NO HOSPITAL o campeão de acessos, mas ninguém comentar o mesmo?
Bom, conto com sua colaboração para elucidar esse mistério.
Beijão Bento Souto
P.S. Posso publicar sua resposta de forma anônima ou pública. Você decide como quer.

A resposta da Marinah, casada, 34 anos, 2 filhos, e autora do O MEDROSO DO PENIS GRANDE NO HOSPITAL, foi:

Vc foi uma das escolhidas é ótimo. Vc fez a pergunta de forma tão séria, achei graça.
A do Penis grande é mais acessado pq eu acesso todo dia huaaahahahahahahahahahaha.... sei não Bento. Acho q o titulo atrai mais que o texto. Mulher gosta de penis grande, especialmente grosso rsrs e homen gosta de ter penis grande.
No entanto, algo me diz q o seu blog é mais acessado por mulheres do que homens. E estes dois textos tb.
Eu não comento o do Penis pq eu quem escrevi né rsrsrs Mas é isso q eu penso mesmo. Q com o texto do Penis grande, o titulo atrai e q no texto de trair é o desejo de um penis grande alheio q atrai rsrsrs
Num precisa ser grande grande pode ser menorzinho e grosso rsrsrsrs Todas as mulheres de maior q eu conheço me disseram isso, tirando a minha mãe, ela engasga td vez q surge esse assunto. No mais... o texto do Penis grande é uma história bem exclusiva q não reflete muito a realidade de muitos. Vc gostou do texto pq foi uma história diferente e uma abordagem diferente (humoristica) não é mesmo?
Existe muita gente com medo de adoecer e exagerando (como o cara do penis grande) no entanto a ênfase do texto foi a forma humoristica com q lidei com a coisa.
Este texto meu, convida no máximo o leitor a elogiar o escritor ou a assistente social pela forma q lidou com a situação e por isso já aparecerem várias pessoas no meu fb me elogiando pessoalmente.
Já o texto do trair parece refletir mais a realidade das pessoas, td mundo conhece alguém vivendo uma situação dessas ou já viveu o desejo de trair. Acho q é isso...
Marinah Flor de Maio

Uma mulher bem resolvida (segundo ela se definiu), divorciada, 54 anos, 4 filhos, respondeu:

  • olha eu li mulheres pensando em trair e li o outro....o que chama atenção é o titulo mesmo e não comentei pq a história em si não me dizia nada...Agora que não estamos pra caridade isso é fato pelo menos eu.....kkkkkkkk

  • de tudo o que eu já vi 80% só fala e quase nem tem o que apresentar.........kkkkkkkkkkkkk

  • a maioria não vale uma segunda saida e ponto tb.....kkkkkkkkkk

  • e tem mais vc vai dizer pq eu já vi uma vez vc comentando isso que o cacete lká o tamanho depende da largura que… é mais ou menos isso e não é verdade....é pq grande é tudo de bom mesmo.......kkkkkkk

  • sempre me lembro de uma diarista que quando saiu com um cara e ele mostrou pra ela e ela adivinha o que respondeu.....SÓ ESSA MICHARIA??????????kkkkkkkkkkkk

  • é por isso que admiro o meu ficante viu....ele me olhou na primeira vez e falou....será que vou dar conta desse mulherão todo????????e sabe que não dá mas aiiiiii já é outra história..........kkkkkkkkkk

Uma jovem, solteira, 21 anos, respondeu:

Bento, penso que em O MEDROSO DO PENIS GRANDE NO HOSPITAL o título já é muito curioso... eu li por pura curiosidade, mas depois não quis comentar realmente porque não tinha o que dizer. Foi um texto divertido. Já o PARA MULHERES PENSANDO EM TRAIR, eu li e, se não me engano, comentei também, mas se o fiz, já apaguei porque deu merd* (risos). Bem, neste último, eu queria muito ficar com um menino que tinha namorada e de novo o título me atraiu. Quis entender o que se passava na vida dos outros com relação a traição e etc. Acredito que todo mundo já quis trair um dia ou esteve nessa mesma situação que eu.
Não acredito que as mulheres pensarem em trair com um cara do penis grande seja um bom motivo para justificar os acessos. Sei lá. Acho que não tem muito haver.
É isso,
Bjos!

Divorciada, 49 anos, 2 filhas, respondeu: 

As mulheres, de um modo geral, preferem mesmo um "pênis grande mesmo", achando que será mais satisfatório, que terá mais prazer... mas, na minha opinião, isso é relativo, pq o cara pode ser um bem dotado, ter uma "bela ferramenta" e não saber usá-la. Assim como tb pode não ser nenhum "monumento", ter um tamanho menor, mas seu desempenho ser o máximo, fazer a mulher delirar de prazer, subir pelas paredes...
Talvez, o motivo de tantos acessos para O MEDROSO DO PÊNIS GRANDE NO HOSPITAL, seja apenas pela curiosidade de, quem sabe, ver a descrição de como seria esse "pênis"ou como ele funciona, principalmente para quem nunca viu nenhum ou mais de um.
Quanto aos comentários, digo por mim, não vi motivos para fazer algum, por se tratar apenas de uma história, mesmo sendo verdadeira. Achei hilária, muito interessante, principalmente pelo argumento inteligentíssimo usado pela Marinah, que tem um senso de humor impecável e uma simplicidade extraordinária para lidar com as situações que surgem em seu cotidiano.
Quanto a pensar em trair, não é minha praia, mas muitas mulheres, talvez sintam-se insatisfeitas com o sexo que têm e pensem em trair, traíram ou talvez estejam traindo, e a leitura do texto pode tê-las desencorajado e feito desistir do ato, ou até mesmo, tenham pensado em uma solução que não lhes impute um título, do qual poderão se envergonhar mais tarde.
Não sei se é assim que todas pensam, mas só posso falar por mim mesma.
Bjsss

Casada, 38 anos, 2 filhos, respondeu:

Eu acredito que o PARA MULHERES... Seja um assunto que devamos discutir, é algo sério e acontece o tempo todo em todo lugar... Já o MEDROSO DO PENIS... É um acontecimento engraçado. Uma situação em que a mulher (pra variar) usou sua sabedoria para acalmar o pobre rapaz. Já vc me pergunta o PORQUE DO MAIOR NUMERO DE ACESSOS justamente a esse último. O NOME DO TEXTO! Sim, o que chamou a atenção de todos foi o nome que vc deu ao texto! Tipo aquele caso, de vc olhar primeiro a capa, para saber se o livro é bom... Tipo campanha de marketing (minha área), em que vc utiliza de certos métodos para chamar a atenção do seu público alvo... Vc me pergunta por que esse ultimo não foi comentado... Simplesmente por que não era extremamente sério quanto o é o PARA MULHERES... Espero ter lhe esclarecido o que se passa em minha mente. Já as outras pessoas para quem vc perguntou nao sei o que responderam, mas acredito que tenha sido parecido com a minha...

Divorciada, 45 anos, 3 filhos, respondeu:

Olha, sinceramente acho que o tamanho pode infuenciar em algumas mulheres que gostam de conhecer as diferenças, mas pênis grande não quer dizer muito coisa se não houver uma satisfação maior de entendimento, desejo e vontade. Na minha opinião uma coisa NÂO TEM NADA haver com a outra. De que vale um Pênis grande a um cara que não tem uma boa cabeça? Valorizo o conjunto de coisas.
Prefiro ficar anônima, mas essa é a minha opinião.

Ainda temos mais mulheres que responderam e cuja respostas serão publicadas no próximo texto…

Ou seja, continua no próximo capítulo, assim como nas novelas. Quer participar? Mande sua resposta e uma pequena descrição sua: estado civil, idade e número de filhos, para o endereço de e-mail, abaixo, ou comente aqui mesmo.

Beijão

Bento Souto

http://blogdobento.blogspot.com/

blogdobento@hotmail.com

segunda-feira, agosto 01, 2011

ADOÇÃO NÃO DEVE SER UMA MISSÃO

De: Marinah Flor de Maio

adotada

Hoje me emocionei profundamente ao ver as fotos e ler o blog de uma amiga que adotou um rapazinho das Filipinas. Como desejaram esta criança e como louvam a Deus em gratidão pela vida desta criança.

Penso que qualquer adoção é bem sucedida se a chegada da vida de um filho(a) na vida de um pai e mãe seja, no mínimo, da mesma importância, de preferência de maior importância, para os pais, como a chegada de um pai e mãe adotivo na vida da criança. Do contrário não é adoção, e, sim, missão.

Nada é mais anti-adoção do que a missão adotiva.

Como filha adotiva eu cansei de ouvir meus pais dizendo a seguinte frase: “te adotamos porque tudo o que queríamos era te dar um futuro melhor.”

E, em minha volta, comentários repetitivos. “Ah, você é filha adotiva, é? Você deve ser muito grata por eles terem te adotado porque se não, se não...”

Comentários especialmente feitos por estes que pensam que qualidade de vida consiste em bens e oportunidades que a vida em um país de primeiro mundo pode oferecer.

Se espantam e me julgam a maior ingrata do mundo quando afirmo que trocaria tudo isso, sem hesitar, por uma vida na favela em uma casa de pau a pique, fogão a lenha e privada seca, se fosse pra crescer no colo de um pai e uma mãe que afirmassem: “tudo o que queriamos era ser pai e mãe. Somos gratos a Deus porque através de sua adoção, Deus atendeu a nossa oração.”

Imaginem! Botar um filho biologico no mundo e virar pra ele e dizer o tempo todo: “seja grato por ter nascido porque senão, senão...” Ou, dizer: “tudo o que queriamos era te botar neste mundo pra te dar um futuro melhor.”

Um filho destes, com o meu temperamento, mandaria estes pais tomarem no buraco negro. O que foi o meu caso. Sim, porque eu, como qualquer filho, não tive nada a ver com a escolha dos pais de terem me botado no mundo ou me adotado.

A única diferença, neste caso, entre eu e um filho biologico, é que um filho biologico que manda os pais tomarem no fundilho, por esta transferência de responsabilidade, passa a ser visto como um rebelde e/ou dificil. E, eu, como filha adotiva, passei a ser vista como uma rebelde, dificil, e... ingrata! rsrsrs

Gratidão...

Gratidão, sim! Pelo meu Pai que tanto queria ter uma filha e me fez. Sim, pois mesmo antes de nascer neste mundo ou ter sido missão adotiva, eu já era Sua filha.

Sou grata porque o Pai me adotou. E, sou grata pelo amor do Pai através de Cristo que, de fato, é a única prova de DNA entre nós.

Não há qualidade maior de vida do que a vida em que a gente se sente vinculado assim ao próprio Criador.

Troquei, sem hesitar, a minha ira da missão adotiva para viver o amor e o perdão do Evangelho que me alcançou pela graça deste meu Abba Pai.

Meus pais adotivos foram o meu “cestinho de Moisés.” Foi Deus que não permitiu o “cestinho” afundar comigo nele.

Eu sou uma agraciada. Isso sou.

Adotada pelo meu próprio Pai!

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*Marinah é uma amiga brasileira/holandesa, assistente social em um grande hospital (500 leitos), mãe de duas crianças, Aisha (6) e Caio (3), casada com Michel (um policial holandês), reside em Hoofddorp, na Holanda, e que escreve coisas maravilhosas como essa, cheias de sensibilidade e humor, que eu pretendo continuar publicando aqui no blog.

Bento Souto

http://blogdobento.blogspot.com/

blogdobento@hotmail.com

sexta-feira, julho 15, 2011

MÉDICOS DE ÓRGÃOS OU DE GENTE?


De: Marinah Flor de Maio

Hoje em dia, no hospital, o que vejo são médicos tratando órgãos e/ou doenças e não pessoas.

Restabelecem, por exemplo, o ritmo certo de um coração ou trocam uma válvula, ou desentopem uma artéria e dizem: "chame a assistente social para organizar a alta deste paciente, pois já não temos mais razões de terem o paciente internado, já tratamos o problema."

Assim, muitas vezes, vou ao encontro de um coração tratado, mas, me deparo com uma pessoa exausta, fragilizada, sofrida, muitas vezes deprimida por ter vivido o que aquela doença simboliza em sua vida: o confronto com os seus limites e suas fraquezas.

Eu começo então a tratar o processo de restauração da pessoa como o todo. Restaurar as forças, a confiança no corpo e na vida.

Sim porque eu não trato doenças e pouco sei de órgãos. Eu cuido de gente.

Daí, geralmente decido que o paciente não tem condições de ir para casa e passo todo o tempo que preciso procurando a melhor clinica de reabilitação para esta pessoa. A Holanda é um país das maravilhas quando se trata destas coisas. Somente temos listas de espera. Às vezes, eu postergo a alta e passo a organizar as condições necessárias para que o paciente se restaure ao ponto de poder ir para casa com segurança.

Os doutores de gente, que são poucos, ainda valorizam muito a assistente social. Eles dizem: "eu cuido da doença e você do paciente, juntos cuidamos de gente."

Mas, a maioria dos médicos desgosta da assistente social porque nós os fazemos lembrar de que, infelizmente, órgão e doença vêm incluídos em um ser humano.

O sistema de saúde esta organizado de tal forma que cuidar de doença ou de órgãos é muito mais lucrativo do que cuidar de gente.

Na verdade, o meu papel no hospital é de analisar e aconselhar somente. O médico é quem decide se interna ou se dá alta. Porém, todos os médicos sabem que se derem alta a um paciente nas condições em que eu avaliei que não deveriam, mais adiante, se algo que eu houver previsto der errado, a responsabilidade cai sobre eles. E, se no prontuário do paciente a comissão de qualidade ler que algum profissional aconselhou a postergação da alta, isto vai lhes custar muita grana.

Assim, os médicos tentam pressionar a assistente social a avaliar como eles, ou, no mínimo, não escrever no prontuário do paciente um conselho oposto ao que eles querem – dar alta o quanto antes – para que assim tenham vaga para mais uma doença ou órgão.

Hoje fiquei sabendo de um paciente que o cardiologista deu alta, numa quarta feira que nunca trabalho, fez a cabeça da família dizendo que para o paciente seria melhor estar em casa, pois era seu porto seguro e ele iria se orientar melhor e sarar mais rápido do delírio. O levaram para casa, mesmo eu havendo visto que cada mudança no hospital piorava o delírio. Avaliei e aconselhei a tratar o delírio por todo, para então tentar algumas horas em casa, depois meio dia, depois um dia todo e por aí ia.

A causa do delírio provavelmente era uma bactéria na urina que estava sendo difícil de tratar e o cardiologista argumentou que isso nada tem a ver com o coração. "Mande ele pra casa e deixe o médico de família cuidar da urina", disse o cardiologista.

O paciente foi para casa e, como eu havia previsto, se desorientou por completo, atravessou a rua, foi atropelado e morreu.

Li no jornal o que havia acontecido e já cheguei ao hospital preparada para o que viria. Fui chamada sala dos 6 cardiologistas.

– Marinah, vc tem consciência de que vamos ter que responder e seremos julgados responsáveis pela morte deste paciente e que isso poderia ser evitado por você? – me perguntou um deles.

Eu dei o meu melhor sorriso e disse:

– Sim, diga ao juiz que o senhor tentou muito me convencer a não dar alta ao paciente, que o senhor rebateu e argumentou contra, que me parou no corredor do hospital, que me visitou no meu escritório, que me ligou. E, no dia seguinte, que me avisou de todos os riscos e ainda me escreveu e-mail, que escreveu no relatório, mas, infelizmente, eu, a assistente social, sou muito teimosa e argumentei que o paciente estava aqui para o implante de um marca passo, que isso não tem nada a ver com o delírio e que aqui o nosso negócio é cuidar de coração e não de gente. Diga isso! E diga ao juiz que eu assumirei a minha responsabilidade.

E fui.

O Cardiologista veio atrás de mim. Irado, gritou no corredor:

– Qual é a sua ambição secreta?

Não respondi.

Fiquei a pensar: qual é a minha ambição secreta?

Ora? Por que eu teria uma ambição? E por que se eu a tivesse deveria ser secreta?

Eu não atuo por ambição, mas, por um chamado que Deus me fez pessoalmente em um sonho. Cuido de gente porque Jesus, neste sonho, me disse que morreria na cruz, de novo, se fosse para me convencer o quanto Ele me ama. Assim, Ele me ensinou que qualquer ser humano vale a pena o sacrifício. Que assim Ele cuidou de nós. E, me disse que eu cuidaria de gente em nome de Jesus.

É isso o que faço!

Lembrei de uma música de Michael W Smith que se chama "Ambição Secreta".

Ninguém sabia sua ambição secreta

Ninguém sabia sua reputação

Ele quebrou as velhas regras mergulhadas em tradições

Ele rasgou o véu sagrado

Questionando os poderosos

correndo para aqueles que chamavam seu nome

Porém, ninguém sabia que sua ambição secreta

Era a de entregar sua vida.


 

Senhor, eu entrego a minha vida a Ti porque nada mais quero do que pertencer a um Deus com o sistema de saúde mais bem bolado do planeta. Obrigada pelo melhor remédio de todos: Jesus. E, obrigada Senhor, por ter sido o único marca passo do meu paciente; por o ter acolhido e o sarado de seu delírio.

Amém!

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*Marinah é uma amiga brasileira/holandesa, assistente social em um grande hospital (500 leitos), mãe de duas crianças, Aisha (6) e Caio (3), casada com Michel (um policial holandês), reside em Hoofddorp, na Holanda, e que escreve coisas maravilhosas como essa, cheias de sensibilidade e humor, que eu pretendo continuar publicando aqui no blog.

Bento Souto

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sexta-feira, junho 17, 2011

O MEDROSO DO PENIS GRANDE NO HOSPITAL


De: Marinah Flor de Maio


 

O Cardiologista me chamou para atender um jovem de seus trinta anos, 1,80 metros de altura, atletão, saudável.

– Fez escândalo no pronto socorro, chorou feito bebê, porque a pressão estava um pouquinho mais alta que a média – me disse a enfermeira.

E disse o médico:

– Marin, pelo amor de Deus, converse você com ele. Já expliquei mil vezes a ele que a pressão está só um pouquinho alterada, que acontece, que é questão hereditária, que ele vive bem, que não vai morrer.

Fui ao encontro do paciente, um boyzão, engraçadinho, estava mais pra chorar do que rir, mas não quis mostrar. Quando ele me viu entrar no quarto, disse:

– Nossa! Assim não vale! O médico tá querendo me matar! Me mandando uma assistente gata deste jeito, ora, claro que minha pressão sobe! 

– Que interessante – respondi – é por aí mesmo. O médico me afirmou que seu coração é forte e saudável e que suas veias estão limpinhas. Agora, me diga, seu pênis, ele é grande ou pequeno?

Ele se recompôs em segundos de sua surpresa e vergonha, e disse com um ar de orgulho:

– Ah! Ele é beeem grande. Acima da média! Por quê?

– Pois bem... pois bem... me diga, quantas vezes assim ao dia você tem uma ereção?

Meio que confuso, mas sem resistir à oportunidade, ele respondeu:

– Todo dia vale. Às vezes, no domingo, não, porque passo o dia no campo de futebol. 

Sentei do seu lado na cama, peguei sua mão, tentei minha cara mais séria de quem sabe destas coisas há muitos anos (foi dificil rsrs), e disse:

– Meu amigo, você é um homem grande.... Seu coração bate com força pra poder suprir tooooodas as partes do corpo de sangue..... É isso. Você está bem. O médico não quis abordar este assunto porque você sabe como é... os homens competem entre si quando se trata do tamanho... Mas é isso. Sugiro a você medir sua pressão antes do sexo e durante o sexo. Se a pressão baixar durante o sexo, volte. Se não baixar, pode ficar tranqüilo. Você está muuuuuito bem!

E lá se foi mais um pênis, ops, paciente, pra casa, dizendo que se sentiu melhor depois da conversa com a assistente social. kkkkk

Com uns pacientes a gente fala com a cabeça de cima, já com outros, a gente fala com a cabeça de baixo.

Simples!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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*Marinah é uma amiga brasileira/holandesa, assistente social em um grande hospital (500 leitos), mãe de duas crianças, Aisha (6) e Caio (3), casada com Michel (um policial holandês), reside em Hoofddorp, na Holanda, e que escreve coisas maravilhosas como essa, cheias de sensibilidade e humor, que eu pretendo continuar publicando aqui no blog.

Bento Souto

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sábado, junho 11, 2011

À BEIRA DA MORTE, MAS CHEIO DE PRECONCEITO


De: Marinah Flor de Maio


 

Ontem fui atender um paciente que está internado devido a uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que o faz necessitar uma adição de uns dez litros de oxigênio por minuto. Cheguei na cama, ele abriu o olho e me disse:

– Eu disse claramente ao médico que não queria ser atendido por nenhum negro!

Depois disso, passou uns cinco minutos tentando regular sua respiração. Ajeitei-lhe a capinha do oxigênio, dei-lhe um copo de água e o ajudei a sentar numa posição menos inclinada para que pudesse respirar com mais facilidade. Quando se acalmou, ele me perguntou:

– E aí? O que a senhora acha?

– Eu acho q o senhor deve se sentir um miserável por lhe faltar o fôlego para expressar livremente seu preconceito em relação aos negros. E para piorar a sua situação, a única assistente social que tem fôlego para te amar apesar do senhor mesmo, sou eu, a assistente social negra da equipe. Maior inferno será quando o senhor morrer e se encontrar com Deus nos céus e Ele lhe revelar que de fato pintou Adão e Eva de preto, à Sua imagem, e que os homens brancos que andam por aí foi meramente por um erro de orçamento – acabou a tinta.

O velhinho riu, riu, riu, chamei o paramédico pra aumentar o oxigênio, preocupada que sufocasse no riso. Quando acabou de rir, passou uns dez minutos tentando recuperar o fôlego. O paramédico me olhando e rindo e dizendo:

– O quê? O que você disse?

Meio que aliviada por não ter matado o homem de rir, eu perguntei:

– E aí? O que o senhor acha?

– Eu acho que prefiro morrer rindo, volte, por favor.

Amanhã vou visitá-lo de novo. Vou ler-lhe a criação em Gênesis:

"E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente"

Já pensou se Deus não tivesse lhe soprado bastante fôlego? Não seria nem um homem branco, mas um homem azul... rsrsrsrs

Cuidar de gente é tudo de bom!


 

*Marinah é uma amiga brasileira/holandesa, assistente social em um grande hospital, mãe de duas crianças, Aisha e Caio (ela ainda vai me dizer as idades deles rsrsrs), casada com Michel (um policial holandês), reside em Hoofddorp, na Holanda, e que escreve coisas maravilhosas como essa, cheias de sensibilidade e humor, que eu pretendo publicar aqui no blog.