Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, agosto 09, 2011

ELA TAMBÉM NÃO QUERIA TRANSAR COM O MARIDO, MAS FICOU CURADA!

ela quer

Quando ela me disse que não tinha qualquer tesão pelo marido; que fugia das investidas dele esperando que ele pegasse no sono de tanto esperar; que inexistentes dores de cabeça foram alibis constantes para não fazer mais sexo com ele; que já sentiu algum desejo pelo marido, mas que hoje não sente mais nenhum; que já havia até um outro homem que começava a despertar o interesse dela (mesmo sendo ele casado!); que já não tinha mais desculpas para fugir do sexo com o marido; então, eu disse a ela que conversasse com ele e considerasse a possibilidade deles se separarem.

Foi nesse cenário que ele tentou possuí-la mais uma vez, sem sucesso. Ele sentiu a energia da rejeição e resolveu sair de casa, deixando-a com o filhinho de 3 anos de idade. Ela, quando o ouviu e viu nos olhos e nas ações dele o grande amor que ele tinha por ela, e quanto o faria sofrer a separação, resolvou fazer uma última coisa para tentar achar respostas. Ela foi a ginecologista.

Uma santa mulher de Deus. Dessas que sempre estudam e se preparam para proporcionar o melhor diagnóstico e tratamento aos seres humanos (e não as doenças, como nos alerta Marinah em ), mesmo que esses humanos sejam pacientes do SUS. Essa mulher usada por Deus para trazer cura aos filhos e filhas de Deus, dispersos pela Terra, fez uma pergunta que jamais me ocorreu fazer:

– Você ainda está amamentando? – perguntou a médica.

A pergunta parecia absurda. Afinal, o filho dela tinha já 3 anos e meio de idade. Quem, nos dias atuais, ainda amamentaria uma criança com essa idade? Ela amamentava.

– Essa falta de libido é provocada pela hiperlactose que seu corpo tem produzido para alimentar um garoto tão grande desses, e que suga uma quantidade muito grande de leite materno. A consequência disso é essa falta enorme de desejo, quase chegando a rejeição total. Pare de amamentar, imediatamente. Comece a tomar esse medicamento que sua libido vai voltar – disse a santa médica –, prescrevendo além de comprimidos, exercícios físicos, para também provocar a libido.

Menos de uma semana depois, ela me disse que tinha feito um sexo maravilhoso e cheio de prazer com o marido. O desejo voltara e, com ele, a vontade de recuperar o tempo perdido. Ela e ele estavam muito felizes.

Eu estou mais feliz ainda, por poder publicar aqui a história deles, confessar a minha ignorância e constante aprendizado, além de poder dizer para outras mulheres que, talvez, a falta de desejo pelo marido, que algumas delas possam estar atravessando, pode ser causada também por um elemento químico faltante no corpo delas, e que pode ser suprido pela moderna indústria farmacêutica atual.

Graças a Deus!

Ah, se você quer saber que medicamento foi esse para conversar com sua (seu) ginecologista, mande um email para blogdobento@hotmail.com , que eu te envio a bula do medicamento.

Bjs

Bento Souto

http://blogdobento.blogspot.com/

blogdobento@hotmail.com

 

sexta-feira, julho 15, 2011

MÉDICOS DE ÓRGÃOS OU DE GENTE?


De: Marinah Flor de Maio

Hoje em dia, no hospital, o que vejo são médicos tratando órgãos e/ou doenças e não pessoas.

Restabelecem, por exemplo, o ritmo certo de um coração ou trocam uma válvula, ou desentopem uma artéria e dizem: "chame a assistente social para organizar a alta deste paciente, pois já não temos mais razões de terem o paciente internado, já tratamos o problema."

Assim, muitas vezes, vou ao encontro de um coração tratado, mas, me deparo com uma pessoa exausta, fragilizada, sofrida, muitas vezes deprimida por ter vivido o que aquela doença simboliza em sua vida: o confronto com os seus limites e suas fraquezas.

Eu começo então a tratar o processo de restauração da pessoa como o todo. Restaurar as forças, a confiança no corpo e na vida.

Sim porque eu não trato doenças e pouco sei de órgãos. Eu cuido de gente.

Daí, geralmente decido que o paciente não tem condições de ir para casa e passo todo o tempo que preciso procurando a melhor clinica de reabilitação para esta pessoa. A Holanda é um país das maravilhas quando se trata destas coisas. Somente temos listas de espera. Às vezes, eu postergo a alta e passo a organizar as condições necessárias para que o paciente se restaure ao ponto de poder ir para casa com segurança.

Os doutores de gente, que são poucos, ainda valorizam muito a assistente social. Eles dizem: "eu cuido da doença e você do paciente, juntos cuidamos de gente."

Mas, a maioria dos médicos desgosta da assistente social porque nós os fazemos lembrar de que, infelizmente, órgão e doença vêm incluídos em um ser humano.

O sistema de saúde esta organizado de tal forma que cuidar de doença ou de órgãos é muito mais lucrativo do que cuidar de gente.

Na verdade, o meu papel no hospital é de analisar e aconselhar somente. O médico é quem decide se interna ou se dá alta. Porém, todos os médicos sabem que se derem alta a um paciente nas condições em que eu avaliei que não deveriam, mais adiante, se algo que eu houver previsto der errado, a responsabilidade cai sobre eles. E, se no prontuário do paciente a comissão de qualidade ler que algum profissional aconselhou a postergação da alta, isto vai lhes custar muita grana.

Assim, os médicos tentam pressionar a assistente social a avaliar como eles, ou, no mínimo, não escrever no prontuário do paciente um conselho oposto ao que eles querem – dar alta o quanto antes – para que assim tenham vaga para mais uma doença ou órgão.

Hoje fiquei sabendo de um paciente que o cardiologista deu alta, numa quarta feira que nunca trabalho, fez a cabeça da família dizendo que para o paciente seria melhor estar em casa, pois era seu porto seguro e ele iria se orientar melhor e sarar mais rápido do delírio. O levaram para casa, mesmo eu havendo visto que cada mudança no hospital piorava o delírio. Avaliei e aconselhei a tratar o delírio por todo, para então tentar algumas horas em casa, depois meio dia, depois um dia todo e por aí ia.

A causa do delírio provavelmente era uma bactéria na urina que estava sendo difícil de tratar e o cardiologista argumentou que isso nada tem a ver com o coração. "Mande ele pra casa e deixe o médico de família cuidar da urina", disse o cardiologista.

O paciente foi para casa e, como eu havia previsto, se desorientou por completo, atravessou a rua, foi atropelado e morreu.

Li no jornal o que havia acontecido e já cheguei ao hospital preparada para o que viria. Fui chamada sala dos 6 cardiologistas.

– Marinah, vc tem consciência de que vamos ter que responder e seremos julgados responsáveis pela morte deste paciente e que isso poderia ser evitado por você? – me perguntou um deles.

Eu dei o meu melhor sorriso e disse:

– Sim, diga ao juiz que o senhor tentou muito me convencer a não dar alta ao paciente, que o senhor rebateu e argumentou contra, que me parou no corredor do hospital, que me visitou no meu escritório, que me ligou. E, no dia seguinte, que me avisou de todos os riscos e ainda me escreveu e-mail, que escreveu no relatório, mas, infelizmente, eu, a assistente social, sou muito teimosa e argumentei que o paciente estava aqui para o implante de um marca passo, que isso não tem nada a ver com o delírio e que aqui o nosso negócio é cuidar de coração e não de gente. Diga isso! E diga ao juiz que eu assumirei a minha responsabilidade.

E fui.

O Cardiologista veio atrás de mim. Irado, gritou no corredor:

– Qual é a sua ambição secreta?

Não respondi.

Fiquei a pensar: qual é a minha ambição secreta?

Ora? Por que eu teria uma ambição? E por que se eu a tivesse deveria ser secreta?

Eu não atuo por ambição, mas, por um chamado que Deus me fez pessoalmente em um sonho. Cuido de gente porque Jesus, neste sonho, me disse que morreria na cruz, de novo, se fosse para me convencer o quanto Ele me ama. Assim, Ele me ensinou que qualquer ser humano vale a pena o sacrifício. Que assim Ele cuidou de nós. E, me disse que eu cuidaria de gente em nome de Jesus.

É isso o que faço!

Lembrei de uma música de Michael W Smith que se chama "Ambição Secreta".

Ninguém sabia sua ambição secreta

Ninguém sabia sua reputação

Ele quebrou as velhas regras mergulhadas em tradições

Ele rasgou o véu sagrado

Questionando os poderosos

correndo para aqueles que chamavam seu nome

Porém, ninguém sabia que sua ambição secreta

Era a de entregar sua vida.


 

Senhor, eu entrego a minha vida a Ti porque nada mais quero do que pertencer a um Deus com o sistema de saúde mais bem bolado do planeta. Obrigada pelo melhor remédio de todos: Jesus. E, obrigada Senhor, por ter sido o único marca passo do meu paciente; por o ter acolhido e o sarado de seu delírio.

Amém!

===========================

*Marinah é uma amiga brasileira/holandesa, assistente social em um grande hospital (500 leitos), mãe de duas crianças, Aisha (6) e Caio (3), casada com Michel (um policial holandês), reside em Hoofddorp, na Holanda, e que escreve coisas maravilhosas como essa, cheias de sensibilidade e humor, que eu pretendo continuar publicando aqui no blog.

Bento Souto

http://blogdobento.blogspot.com/

blogdobento@hotmail.com

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

A "SAÚDE QUASE PERFEITA" NO BRASIL

Quem vai a uma Emergência de Hospital Público sabe muito bem que a Saúde no Brasil está muito longe da perfeição. Nosso ex-presidente talvez tenha andado visitando muito o ex-vice-presidente, José Alencar, no Hospital Sírio Libabês, em São Paulo, e pensou que a Saúde no Brasil é tratada como são tratados os pacientes do Sírio Libanês. Ledo engano.

Aqui, em Campina Grande-PB, o Hospital Regional de Traumas e Urgências funciona porque se for fechado o caos será maior ainda. São cidadãos jogados pelos corredores, gente tomando soro em cadeiras, médicos e enfermeiros sem condições de trabalho, faltam meicamentos e equipamentos, e, mesmo sem ser da ANVISA, acho que aquele hospital não tem condições de funcionar.

Porém, diante de um quadro desses, temos duas alternativas. A primeira é exigir o fechamento daquele hospital. Essa é a alternativa daqueles que querem fazer o problema desaparecer. Porém, uma pergunta precisa ser respondida: para onde irão os pacientes que hoje são lá atendidos? Está ruim com essas condições? Ficará pior ainda sem o hospital.

Esse é o mesmo dilema que a gente vê quando os comerciantes ilegais são despejados do local onde estão comerciando, ou quando as mercadorias deles são apreendidas. Quando algum deles pergunta: -- e o governo vai nos dar trabalho, é? A resposta ninguém dá. Apenas dizem que eles não podem exercer aquela atividade.

Ora, será que ninguém percebe que eles só exercem aquela atividade porque lhes falta trabalho? Você já viu alguém recusar um trabalho pra ir ser camelô? não ter os direitos trabalhistas reconhecidos?

Assim, o dilema enfrentado pelos pacientes nos hospitais públicos e pelos camelôs é o mesmo.

Alguém tem algo a oferecer como solução que foque nas pessoas e não nos problemas?

Eu tenho: exigir que os Servidores Públicos sejam atendidos pelo Serviço Público de Saúde que eles oferecem ao público. Sim, os políticos (de todos os partidos) deveriam ser os primeiros a dar o exemplo -- já que para eles "a Saúde no Brasil está perto da perfeição".

Alguém tem uma idéia melhor?


Abcs Bento Souto