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sexta-feira, setembro 30, 2011

A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA 1 - PROSTITUIÇÃO


prostitutas

Em 1999, no Recife, enquanto me dirigia pela escada rolante ao piso superior de um shopping, ouvi o que dizia, ao telefone celular, uma jovem que não percebera que eu estava a menos de um metro dela:

-- Sou morena, bonita, tenho dezoito anos, um metro e sessenta e cinco, cabelos pretos, seios médios e firmes, bundinha arrebitada, corpo de modelo, gosto de beijar na boca, faço tudo e... -- ela interrompeu o que dizia, ao perceber a minha presença e se afastar com um sorriso malicioso de quem estava "à venda".

Ainda chocado com o que eu acabara de presenciar, comentei o fato com o taxista que me levava de volta para o trabalho. Aquele homem simples me disse:

-- Mas, "doutor", o que era de se esperar? Essas meninas são bombardeadas o dia todo com propagandas do tênis da moda, do jeans, da bolsa, do celular, do óculos, etc. Aí, elas querem essas coisas, mas não tem dinheiro. Então, para conseguir o dinheiro, elas vendem a única coisa que elas tem: o corpo!

Ontem, 07/10/09, o jornal O Estado de São Paulo publicou reportagem sobre o resultado de uma pesquisa conduzida por psicológos do Instituto WCF (World Childhood Foundation) -- uma ONG criada pela rainha Sílvia, da Suécia, que tem como objetivo "promover e defender os direitos da infância em todo o mundo". A pesquisa apontou entre outras coisas que, diferentemente do que as pessoas pensam, 88% dessas meninas moram com a família; 52% delas são aliciadas para a prostituição pelas próprias amigas; 65% do dinheiro que elas ganham é usado para comprar os mesmos bens de consumo citados pelo taxista do Recife. Ou seja, o taxista além de simples era sábio.

No entanto, eu não estou escrevendo isso para falar que a pesquisa comprova o que o taxista já sabia. Não, estou escrevendo para denunciar a "hipocrisia nossa de cada dia". Sim, pois, veja você que o mesmo jornal que apresenta os resultados dessa pesquisa e publica os escândalos sexuais envolvendo personalidades públicas e prostitutas, também publica em seus Classificados, na seção Relax - Acompanhantes, anúncios do tipo a seguir, com telefones para contato:

"Abigail, virgem, R$ 200, p/ brincar";

"Satiko, japonesinha, 18 anos, iniciante carinhosa";

"Any, 18 anos (loira belíssima), liberal c/ massagem"; etc.

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Ora, qualquer um percebe que esses são anúncios de prostituição. Detalhe, essa não é uma prática exclusiva do jornal paulistano. Anúncios de prostituição estão presentes em quase todos os periódicos brasileiros. Que palavra usaremos para descrever essa prática de promover aquilo que se condena? Informação? Serviço? Não, eu prefiro chamar de... hipocrisia.

Hipocrisia, dos jornais, porque lucram com aquilo que aparentam denunciar.

Hipocrisia, das autoridades, que fingem que as prostitutas não existem ao negar-lhes os direitos dos demais cidadãos, para agradar aos religiosos.

Hipocrisia, dos religiosos, que são rápidos em sacar suas bíblias para mostrar nelas que Deus condena a prostituição e que, portanto, reconhecer a profissão de prostituta é ir contra Deus. Entretanto, esses mesmos religiosos esquecem-se que Moisés não inventou e nem concordava com o divórcio -- algo que na bíblia é dito que Deus odeia. No entanto, o legislador do olho por olho e dente por dente não fez de conta que o divórcio não existia. Pelo contrário, ele estabeleceu regras para o divórcio, a fim de salvaguardar as mulheres das injustiças cometidas contra elas pelos homens.

Hipocrisia, dos homens, pois, raros são aqueles que nunca utilizaram os "serviços" de uma prostituta.

Hipocrisia, da sociedade, que finge não ver que as prostitutas existem. Outro dia, enquanto percorríamos a Av. Conselheiro Aguiar, em Recife, a mãe de minhas filhas contou 83 (oitenta e três!) prostitutas (apenas em uma avenida) aguardando homens que as contratassem. Isso sem contar as milhares disponíveis na Internet e nos anúncios classificados dos jornais.

Portanto, somos hipócritas quando negamos às prostitutas os direitos dos demais trabalhadores desse país.

Isso é o que eu penso!

Bento Souto

http://blogdobento.blogspot.com/

blogdobento@hotmail.com

segunda-feira, setembro 05, 2011

PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Sábios conselhos do poeta Vinicíus de Moraes para todos e todas que desejam viver um grande amor.

Para Viver Um Grande Amor

Vinicius de Moraes


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.

Conheça a vida e a obra do autor em "
Biografias".

Bjs

Bento Souto

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blogdobento@hotmail.com

terça-feira, agosto 09, 2011

ELA TAMBÉM NÃO QUERIA TRANSAR COM O MARIDO, MAS FICOU CURADA!

ela quer

Quando ela me disse que não tinha qualquer tesão pelo marido; que fugia das investidas dele esperando que ele pegasse no sono de tanto esperar; que inexistentes dores de cabeça foram alibis constantes para não fazer mais sexo com ele; que já sentiu algum desejo pelo marido, mas que hoje não sente mais nenhum; que já havia até um outro homem que começava a despertar o interesse dela (mesmo sendo ele casado!); que já não tinha mais desculpas para fugir do sexo com o marido; então, eu disse a ela que conversasse com ele e considerasse a possibilidade deles se separarem.

Foi nesse cenário que ele tentou possuí-la mais uma vez, sem sucesso. Ele sentiu a energia da rejeição e resolveu sair de casa, deixando-a com o filhinho de 3 anos de idade. Ela, quando o ouviu e viu nos olhos e nas ações dele o grande amor que ele tinha por ela, e quanto o faria sofrer a separação, resolvou fazer uma última coisa para tentar achar respostas. Ela foi a ginecologista.

Uma santa mulher de Deus. Dessas que sempre estudam e se preparam para proporcionar o melhor diagnóstico e tratamento aos seres humanos (e não as doenças, como nos alerta Marinah em ), mesmo que esses humanos sejam pacientes do SUS. Essa mulher usada por Deus para trazer cura aos filhos e filhas de Deus, dispersos pela Terra, fez uma pergunta que jamais me ocorreu fazer:

– Você ainda está amamentando? – perguntou a médica.

A pergunta parecia absurda. Afinal, o filho dela tinha já 3 anos e meio de idade. Quem, nos dias atuais, ainda amamentaria uma criança com essa idade? Ela amamentava.

– Essa falta de libido é provocada pela hiperlactose que seu corpo tem produzido para alimentar um garoto tão grande desses, e que suga uma quantidade muito grande de leite materno. A consequência disso é essa falta enorme de desejo, quase chegando a rejeição total. Pare de amamentar, imediatamente. Comece a tomar esse medicamento que sua libido vai voltar – disse a santa médica –, prescrevendo além de comprimidos, exercícios físicos, para também provocar a libido.

Menos de uma semana depois, ela me disse que tinha feito um sexo maravilhoso e cheio de prazer com o marido. O desejo voltara e, com ele, a vontade de recuperar o tempo perdido. Ela e ele estavam muito felizes.

Eu estou mais feliz ainda, por poder publicar aqui a história deles, confessar a minha ignorância e constante aprendizado, além de poder dizer para outras mulheres que, talvez, a falta de desejo pelo marido, que algumas delas possam estar atravessando, pode ser causada também por um elemento químico faltante no corpo delas, e que pode ser suprido pela moderna indústria farmacêutica atual.

Graças a Deus!

Ah, se você quer saber que medicamento foi esse para conversar com sua (seu) ginecologista, mande um email para blogdobento@hotmail.com , que eu te envio a bula do medicamento.

Bjs

Bento Souto

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blogdobento@hotmail.com

 

quarta-feira, junho 29, 2011

QUERO SER AMANTE DE UM HOMEM CASADO


From: QUERO SER AMANTE DE UM HOMEM CASADO
To: blogdobento@hotmail.com
Subject: DEPOIMENTO
Date: Sat, 18 Jun 2011 15:50:35 +0000

Bento, boa tarde.
Há algum tempo tenho acompanhado o blog e vejo que problemas iguais aos nossos existem na vida de muitos e tiro isso como exemplo e conselho...
Hoje sou eu quem tenho problemas e há algum tempo tenho ensaiado para entrar em contato.
Bem, vou começar minha história...

Há cerca de 3 meses conheci uma pessoa pela internet. Sempre entrei no mesmo chat, com o mesmo apelido e sem a intenção de conhecer alguém...Entrava porque moro longe da família há quase 6 anos e sinto necessidade de conversar com pessoas diferentes do meu convívio social e de trabalho e também porque sou uma pessoa de hábitos mais solitários, poucos amigos...Enfim, curto e não curto a solidão!
Começamos a nos falar e eu não demonstrei interesse nenhum...Ele, muito educado , falava de diversos assuntos e conseguiu prender minha atenção. Depois de muita insistência da parte dele (que se dizia solteiro) , acabamos trocando messenger e continuamos nosso assunto por lá...Confesso que foi uma das melhores conversas que tive até hoje...Ele era engraçado, inteligente e o papo perdurou por horas...Fizemos isso durante uma semana seguida...Nós nos ''esperávamos'' quase como que um encontro online, falavamos por horas e sempre percebi que ele me esperava ou entrava em algum horário que saberia que estaria lá só pra me dizer um ''oi'' ou perguntar como estava sendo meu dia...
Só que naquela mesma semana que nos conhecemos, me enviou um e-mail pedindo desculpas, dizendo que estava se sentindo mal por aquilo que tinha feito naquela semana, falando que não poderia me encontrar como havia prometido (ele viria até a minha cidade na próxima semana) , simplesmente por um fato: ele era casado!
Sempre fui relutante quanto a isso...Cresci numa família cheia de princípios cristãos de que a família é uma instituição preciosa diante de Deus entre outras coisas... Enfim...
Respondi o e-mail dizendo que gosto de sinceridade nas pessoas, só que não sabia se aquela pessoa que conheci durante aquela semana era ele ou era um personagem...Não o exclui e pedi que ele falasse quais eram os motivos para ter mentido daquela forma...
Na segunda-feira, ele entrou no mesmo horário e veio conversar comigo...Percebi que ele estava diferente, mais atencioso...Contou que era casado há 17 anos, que o casamento no início tinha sido feliz, realizado...Que o mesmo tinha entrado em crise há 1 ano, pois ele tinha mais uma amiga e companheira dentro de casa e não uma mulher, que iria se separar quando veio a notícia de que a esposa estava com um tipo agressivo de câncer... Então, resolveu apoia-la, abdicando das suas necessidades de homem,oferecendo o carinho e a companhia dele em todos os momentos...Afirmou que tinha sido muito difícil, que ela quase morreu durante a cirurgia e que a vida dele tinha sido um ''inferno'' durante aquele tempo...Que depois do tratamento, ele e a esposa eram apenas amigos, mas que ele sentia falta de amor e paixão...
Bem, respondi que ele estava certo em apoia-la, que deveria ficar ao lado dela mesmo, pois isso era o correto! Combinamos que seríamos amigos e continuamos nossas conversas do mesmo jeito...Só que dalí pra frente, comecei a perceber que ele estava mais atencioso...Que mesmo meio tímido às vezes escapavam algumas indiretas...As conversas ficaram mais longas, com maior frequencia (ele acessava durante o trabalho só pra me dar um boa tarde) e combinamos de nos ver naquela semana para um almoço (meu primeiro encontro com uma pessoa do mundo virtual).
O encontro aconteceria na sexta-feira...Trocamos telefones na quinta e combinamos um almoço rápido, pois iriamos aproveitar as 4 horas que ele teria antes do voo, que sairia da minha cidade...Naquele mesmo dia, estabelecemos que só seríamos amigos e que não passaria disso!
Sexta-feira chegou...Ele me ligou dizendo que estava na portaria do meu prédio...Desci para atende-lo e ao ve-lo senti uma sensação esquisita...Nos abraçamos e de primeira rolou um longo e demorado beijo, cheio de paixão e carinho...
Ele subiu até minha casa, deixou as malas, me deu bombons de presente e retomamos aos beijos...Saímos para almoçar, rimos, nos divertimos...Ele era tímido, mas, engraçado, atencioso, carinhoso...Era perfeito!
Passeamos pelas ruas daqui, de mãos dadas, nos abraçava-mos e vivemos aqueles momentos como se fossemos namorados apaixonados...Ao mesmo tempo que me sentia feliz, me sentia mal, pois pensava que ele era casado, do peso da palavra ''amante'', do preconceito das pessoas, na minha família cristã, na esposa doente...Bem, ao chegarmos em casa, sentamos e conversamos mais durante um tempo...Ele me beijou mais algumas vezes e ofereci meus pés pra que ele fizesse uma massagem, já que estava com dores horríveis naquela semana...Depois daí, já imagina o que aconteceu...
Nem bem tinha saído daqui, mandou uma mensagem agradecendo por aquela tarde maravilhosa e dizendo que não se sentia feliz assim há tempos...Eu fiquei nauseada e triste a tarde inteira, sentindo raiva e nojo do meu próprio corpo, mas, não conseguia me arrepender de conhecido alguém que me fez tão feliz por algumas horas...
Continuamos a nos conversar durante todos os dias, ele cada dia mais apaixonado e eu me permitindo a esse novo sentimento...Só que minha moralidade começaram a trazer discussões e chegamos até a romper antes do próximo encontro...Ele enviou um e-mail contando sua história, seus problemas de timidez durante toda juventude e contou que eu era a segunda mulher que tinha conhecido na vida dele... Passei por cima dos meus conceitos e orgulho ao perceber que estava ficando apaixonada ...
O próximo encontro foi após quase 1 mês...Ele veio de carro e, como minha família e ele moravam em cidades vizinhas, combinei que voltaria com ele... Nosso encontro após esse tempo foi mágico, perfeito...Nossa viagem foi romântica, maravilhosa... E depois dela percebemos que já não conseguíamos mais ficar um longe do outro... Ele continuava com a esposa, mas, dizia que a estava tratando de forma fria, distante... E eu com os mesmos dilemas, cobrando uma posição e ficando egoísta com a chegada da paixão...
Rompemos mais uma vez...Ele não teve coragem de me ligar e, mais uma vez, foi por e-mail, desejando que eu fosse feliz, agradecendo pelos momentos e dizendo que me amava, mas, que nosso amor não era possível, porque a esposa precisava dele e que se algo de ruim acontecesse com ela, não queria ter esse peso nas costas...Sofri muito...Chorei durante horas e passei por cima do meu orgulho próprio ao mandar um e-mail...Liguei pra ele diversas vezes e ele não atendia...Até que me retornou e não consegui calar meu choro durante a conversa...
No outro dia, ele pediu pra conversar...Mandou uma mensagem e marcamos horário pra nos falar...Ele expos seus motivos e eu concordei que estava sendo egoísta, me coloquei no lugar dele e vi que faria o mesmo...Reatamos e afirmamos que não conseguiamos mais viver um sem o outro, até que pela primeirr vez ele disse que me amava e que foi horrível me ouvir chorar ao telefone...A partir desse momento nos tratavamos de namorados...Ele me chamava de namorada e eu o apresentei assim para minhas amigas...
Ficavamos quase 20 dias sem nos ver, pois ele viaja muito, mas, a cada encontro era um carinho e paixão que nunca senti na minha vida...
Na última vez, ele veio pra cá e comemoramos nosso dia dos namorados...Trocamos presentes, ele passou uns dias em casa e tudo estava bem, até que ele não me ligou no mesmo final de semana...
Na segunda, enviou uma mensagem falando que teve uma crise hipertensiva e que conversaríamos na terça, à noite... Tive a mesma sensação quando terminamos nas vezes anteriores...Sabia que o perderia...
Na terça, ele entrou a noite...Conversamos e percebi que ele estava distante...Até que introduziu o assunto...
A enteada pegou o celular dele, leu umas mensagens um mês antes e as apagou (mensagens que perguntei se ele havia recebido, e ele disse que não) e contou apenas para a mãe dele, só um tempo depois...A mãe dele apareceu por lá, conversou com ele por horas e cobrou uma decisão...Ele passou mal, ficou em observação no hospital e tomou a decisão: me deixou!
Disse que só seríamos amigos, que ele me trataria de uma maneira mais respeitosa, que não me ligaria, não enviaria mensagens etc etc...Meu mundo caiu...Pedi por favor, mas, ele se mostrou irredutivel...Se despediu com um adeus...Eu mandava mensagens, ligava e ele não respondia...Até que entrou novamente no msn, ouviu o que eu tinha a dizer e disse que me procuraria quando fosse livre, quando não tivesse esse peso nas costas e quando não tivesse que viver esse amor dessa forma...
Não como há dias, só choro, perdi a concentração total no meu trabalho, não saio de casa...Perdi a alegria total de viver...Não chego nem perto de ser a pessoa alegre que sempre fui...Me sinto murcha, vazia...Oro a Deus pedindo forças pra continuar todos os dias, porque não tem sido fácil...
A cada e-mail que envio, ele me pede perdão por me fazer sofrer...Admite que é um canalha, um nada, que dói me ver assim, mas, é a decisão mais correta...
Essa semana, entrou no msn e disse que está com saudades de conversar comigo...Talvez tenha sido uma recaída, pois se arrependeu depois e disse que era melhor darmos tempo pra essa ferida cicatrizar... Que quando puder, me procurará, mas, que não sabe se vou quere-lo ainda...Que sente muito, deseja minha felicidade e que não quer que sinta mágoa ou ódio dele...

Não sei mais o que eu faço, Bento...Oro, oro...Peço uma luz, um caminho...
Digo sempre a Deus que talvez esse tenha sido meu castigo por viver algo que não era certo perante Ele...
Tenho medo de nunca mais ve-lo, dele não me procurar como promete...Não sei se ele realmente me ama ou amou como disse...Só sei que não me vejo mais sem ele...
Por favor, peço um conselho porque dentro dessa situação não consigo ver a solução!

Agradeço imensamente se puder responder e peço desculpas pelo desabafo longo!

Deus abençoe imensamente sua vida.

R.


 

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Minha querida irmã, que Deus lhe conceda sabedoria do alto,


 

Agradeço a sua confiança e por isso mesmo lhe direi sem rodeios: saia dessa cilada que você armou para si mesma. Saia já, em nome de Jesus!

Eu não sei a sua idade. Portanto, o que eu digo aqui tanto vale para uma jovem com idade para ser minha filha como para uma mulher da minha idade. O que eu tenho a dizer para ambas é a mesma coisa: saia dessa cilada que você armou para si mesma. Qual é a cilada? Essa do título que eu dei a esse texto: QUERO SER AMANTE DE UM HOMEM CASADO. É isso mesmo que você quer? Não? Mas era isso mesmo que você estava ou está sendo: amante de um homem casado.

O que você esperava como resultado da quebra de suas próprias regras?

Você esperava estar colhendo felicidade para todos os envolvidos plantando o que foi plantado?

Minha querida, dê graças a Deus por você ter saído assim, vazia. Quando eu mesmo caí nessa armadilha, saí com uma filha não planejada. Portanto, não falo para você cair fora dessa como se eu fosse seu Juiz. Não, eu falo como seu colega de infortúnio. Falo como alguém que experimentou na pele os resultados de cair em tal armadilha. Não há final feliz para tais empreitadas feitas contra nossa própria consciência. Eu sabia que agia errado com aquela moça tendo-a como amante – ainda que por poucas semanas.

Insistir naquilo que a gente sabe ser em desacordo com a felicidade gera infelicidade, nossa e dos outros. Simples assim.

Muita gente se escandaliza comigo quando eu digo que minha bíblia só tem dois versículos. Dizem eles [os versículos], em suma, que se deve adorar a Deus no próximo, tratando-o como gostaria de ser tratado. Você não gostaria que tomassem o seu marido, por que tomarias o da tua próxima?

Você pede a Deus o quê? Uma resposta? De um pecador igual ou pior que você? Então aqui vai a minha:

1. Confie em Deus mesmo. Creia que abrir mão desse moço agora é um ato de confiança sua em Deus e que Ele fará você encontrar alguém livre e que te fará ainda mais feliz. Sim, mais feliz porque feliz você precisa ser hoje. Seja grata a Deus por hoje, por agora. Pelo que você tem e não pelo que perdeu. Se você quer andar com Deus, confie Nele.

2. Abra mão desse moço já. Não queira trazer sobre a cabeça dele, e da sua também, a culpa que ele mesmo já diz sentir. Assuma que ele não é a pessoa certa para você, nessas circunstâncias. Não chame para si o papel de catalisadora das razões do final do casamento dele. A culpa seria jogada sobre você. Fuja dessa enquanto pode!

3. Trate já de esquecer esse moço. Em MEU AMOR ME DEIXOU. O QUE EU FAÇO AGORA? escrevi algumas dicas que podem ser úteis a você. Faça as adaptações necessárias ao seu caso. Foram elas:

1. Não se desvie do seu caminho. Você é um homem bom e íntegro. Portanto, não permita que sentimentos ruins acerca dela habitem a sua mente. Não deseje que ela se estrepe para poder voltar para você. Resista a tentação de falar mal dela. Continue sendo quem você sempre foi e não permita que a amargura se instale em seu coração. 

2. Aceite que a relação de vocês acabou mesmo. Não alimente pensamentos do tipo: "vou arrumar uma mais bonita e mais nova para esfregar na cara dela"; "vou aumentar o meu patrimônio e/ou minha renda para ela ver o que perdeu me deixando"; etc. Qualquer coisa que você disser que vai fazer, no futuro, para que ela veja que você fez, irá te deixar ainda ligado a ela.

3. Dê graças a Deus por hoje e por esse momento. Sim, diga a Deus que você gostaria que ela ainda estivesse com você, mas que você reconhece que ela não mais está. Confie que Deus está no controle de tudo. Faça como os Salmistas que conversavam com a alma e perguntavam: "por que estás abatida ó minha alma? lembra-te do Senhor e das suas bençãos". Foi Deus quem te fez encontrar ela. 

4. Reeduque a sua mente para não pensar nela. Se você pensava nela - e tinha prazer nisso -, vigie-se para não continuar com o hábito. Evite pensar nela porque senão você vai ficar como programa de computador em "looping" (travado e sem produzir nada). 

5. Procure não saber nada sobre ela. Apague todas as mensagens e fotos dela do seu celular. Nada de telefonemas ou SMS para ela. Não fique olhando fotos de vocês, nem visitando o perfil dela no Orkut ou no Facebook. Não faça isso nem como "anônimo" e nem como fake, sob a desculpa de que "ela não vai saber". O objetivo não é "ela não saber", mas você não alimentar as lembranças que se transformarão em "idealização" e manterão sua alma presa a dela.

6. Comece a fazer algo novo durante os horários em que vocês costumavam ficar juntos. Corra. Vá malhar numa academia. Aprenda a jogar xadrez. Frequente novos ambientes. Não fique no trabalho até tarde com a desculpa de que "agora você não tem para quem voltar". Conheça novas pessoas. Etc.

7. Não envolva outras pessoas em um problema que é apenas seu. Resista a tentação de "dar o troco" saindo com alguém por quem você nada sente. A pessoa não merece ser usada por você, assim como você não gostaria que te usassem.

8. Não use a saudade dela como desculpa para encher a cara de bebida ou drogas. Fuja da fuga. Mantenha-se sóbrio. 

Essa é uma lista minha. Muita gente boa pode ter outras sugestões. Mas isso é o que eu faria se estivesse no seu lugar.

4. Dê graças a Deus por você estar livre para encontrar alguém livre. Sim, agradeça por agora estar no caminho certo para encontrar alguém que seja a pessoa certa para você – que até pode vir a ser aquele moço, mas só se ele estiver livre e não você causar a separação dele.

Por último, veja algumas cartas respondidas pelo meu amigo Caio para pessoas com situações parecidas com a sua.


 


 


 

Bem, isso é o que eu tenho a lhe dizer e espero que seja útil a você e a quem leia esse texto.

Bjs

Bento Souto

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