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quinta-feira, junho 23, 2011

O DEUS QUE É DISCRETO, SIMPLES, GENTIL E HUMILDE


O negócio da religião é simples de discernir e difícil dele sair de dentro da gente.

Na religião há uma bandeira, um time e uma torcida para cada uma delas. 

Um ser religioso é um ser de rituais e costumes, aliados a um "respeito" a letra morta da escritura --- seja ela qual for: Cristã, Muçulmana, Budista, etc. --, a quem ele proclama defender.

O Deus da religião tem nome e é carente de adoração via "sacerdotes" em reuniões coletivas.

Já o Deus em quem eu creio é aquele que é O NOME, o Deus que é!

O Deus que é discreto, simples, gentil e humilde -- para a surpresa de muitos.

Sim, o Deus que não aceita adoração senão a da vida em misericórdia para com o próximo. 

Sim, o Deus humilde, pois Ele só se dá a conhecer aos que falam a língua universal do AMOR -- que é a essência dEle mesmo -- e só busca adoradores que o adorem, não em um "lugar", mas, no íntimo do ser, em espírito e em verdade; que o adorem na vida -- mesmo quando escrevem, falam, comem, bebem, e, principalmente, quando se relacionam com outros seres humanos e com o Planeta.

Sim, o Deus humilde que quando vestiu cara de gente, só se fez discernir por quem creu nEle, pois não havia aparência nenhuma exterior de poder ou pompa real.

Quem é da religião (do time, da bandeira e da torcida), de qualquer uma delas, quando vê um hindu amar como Gandhi ou um muçulmano como Yunus, se não for do mesmo time, tende a sentir pena que alguém tão bom possa estar tão enganado.

Quando eu vejo alguém que ama o próximo, independente da etiqueta religiosa ou cultural, eu ligo na hora com os personagens dos evangelhos a quem Jesus elogiou a fé -- a mulher sírio fenícia, o samaritano, o centurião romano, etc. --, e que não eram da "religião" de Jesus... rsrsrs Como se Jesus tivesse "outra religião" que não a do AMOR.

Assim, querido(a), "escritura", para mim, é a história do relacionamento de um povo com Deus. Palavra,é aquela que é impressa na nossa alma, e não em páginas de um livro.

É isso que eu discerni.

Bjs

Bento Souto

http://blogdobento.blogspot.com/

blogdobento@hotmail.com

segunda-feira, maio 23, 2011

SE NÃO CHAMAREM SEU DEUS DE “JESUS” ELE NÃO ATENDE?





SE NÃO CHAMAREM SEU DEUS DE “JESUS” ELE NÃO ATENDE?

“Quem conhece a Deus ama, quem não o conhece não ama”.

Uma coisa interessante quando se trata do modo como Jesus vai sendo apresentado no Novo Testamento tem a ver com o Seu nome relacional com a História, os indivíduos e com a Trans-história; ou seja: com a eternidade.

Primeiro Ele é o Emanuel, que quer dizer Deus conosco. Ora, Emanuel é o nome do trans-fenômeno da Encarnação na História.

Depois se diz a Maria que Ele seria chamado pelo nome Jesus, que quer dizer: Ele salvará o povo dos seus pecados; remetendo-nos assim para a Sua relação com os indivíduos que viessem a conhecer o Evangelho como Informação; ou seja: na base mais simples da relação existencial entre uma pessoa e sua consciência existencial acerca de Jesus em sua própria vida.

A seguir Ele é chamado de o Cristo, e, com isso, se afirmava a promessa feita aos Patriarcas quanto ao fato de que da descendência de Abraão e Davi viria o “Enviado”; ou seja: o Messias, o Ungido, e, portanto, segundo a língua grega, o Cristo.

Então vem Paulo...

Ora, mais do que qualquer outro é Paulo quem o chama de Jesus, de Jesus Cristo, de Cristo Jesus, e, além disso, o chama de Deus mesmo; ou seja: de Emanuel; isto ao ponto de dizer que Nele subsistem todas as coisas, que Ele é a imagem do Deus invisível; e mais que isto: Aquele em Quem, por Quem e para Quem todas as coisas são e foram criadas.

A seguir vem João...

João o chama de Verbo, usando um conceito existente entre os pensadores Iônicos da Ásia Menor; sendo que em João o conceito é ampliado para significar não a Razão Pura por trás de tudo, mas, antes disso, o Sentido Absoluto e Amoroso de todas as coisas na criação.

Desde João Batista Ele, Jesus, fora chamado de Cordeiro; embora seja já no Apocalipse de João que a figura de Jesus como o Cordeiro de Deus se sobreponha a todas as demais designações relacionadas ao Deus Encarnado, ao Messias, ao Cristo, ao Salvador; e mais que isto: apontava para a Revelação de Deus em Sua amplidão trans-histórica; ou seja: falava do Emanuel para os que Dele sabiam e para os que Dele nunca nada souberam.

Jesus, como nome, está irremediavelmente vinculado à história individual de todos os que receberam a informação do Evangelho.

O Cristo está aberto ao sentido da esperança pessoal de cada um, e, além disso, não determina que o professante saiba qualquer coisa da história de Jesus, mas apenas da experiência existencial com Ele, tenha havido consciência de Sua História entre os humanos ou não para aquele que tenha tal Esperança.

Cristo Jesus designa o fato de que Aquele que é a Esperança de todos os homens, ainda quando não saibam nada sobre Ele, é o Jesus da história dos que conheceram o Evangelho como Informação.

Jesus Cristo é um nome de afirmação na pregação que visa dizer: a Esperança dos humanos tem nome e uma história a ser contada.

O Cordeiro, todavia, se diz que é desde antes de haver Cosmos; e mais: é Ele quem encerra os nomes de Deus na História, quando, no Apocalipse, depois das Cartas às Sete Igrejas e mais três outras afirmações no corpo do texto, Aquele que é o Emanuel, Jesus, Cristo, Verbo, etc. — transcende tudo, e volta ao Principio antes de todos os começos, e passa a ser chamado apenas e tão somente de Cordeiro.

Jesus, Jesus Cristo e Cristo Jesus são designações temporais; porém o Cordeiro é atemporal e eterno: existia antes de tudo e será assim depois de tudo.

A mente religiosa, todavia, só enxerga Jesus onde Ele seja nomeado pelas letras J-E-S-U-S.

Até mesmo a designação “o Cristo” não é bem sentida na alma pela maioria das pessoas da religião; pois, para elas, o Cristo que não diga “Muito Prazer em conhecê-lo. Meu nome é Jesus!” — não serve ao propósito de fazer crentes se reunirem.

Então vem o João do Verbo e do Cordeiro; o João do Apocalipse, e, como ninguém antes [...], apenas insiste que a Igreja saiba Seu nome, mas que Ele mesmo é o Cordeiro sobre tudo e todos; até sobre os que nunca nada Dele souberam.

No fim o Apocalipse nos mostra apenas o Cordeiro; e diz que em Sua Cidade ou Sociedade Eterna, não haverá nomes históricos de Deus a serem pronunciados; visto que lá não haverá [não há] religião e nem santuário; sendo que os humanos subirão para adorar apenas Aquele que se chama de modo indesignável pelo nome de Cordeiro.

Quem entende isso hoje já começa a ver Jesus onde o Seu nome é anunciado; e também passa a discerni-Lo até mesmo onde Seu nome não seja conhecido historicamente como uma Informação, mas que, nem por causa disso, Ele deixe de se revelar aos homens como a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem.

Afinal, João começa o Evangelho do mesmo modo como encerra seu Evangelho Eterno e Escatológico, o Apocalipse; ou seja: chamando-O apenas de Verbo e de Cordeiro; e mais: afirmando que todos os humanos apenas e tão somente viverão da Sua Luz, a qual é e será sobre todos, sem que as nomenclaturas sirvam mais para designar ou mesmo para ideologizar a revelação, conforme acontece hoje com o nome Jesus; o qual é genuíno, mas foi pervertido pela religião para significar “Aquele que nós conhecemos”, em contraposição aos que “não o conheçam” — conforme os “cristãos” imaginam que exclusivamente se possa conhecê-Lo; ou seja: como uma Informação.

Afinal, tudo isto não tem valor eterno; posto que Aquele que me diz que eu tenho um novo nome que eu mesmo não conheço, é o mesmo que diz que nos revelará o Seu nome, o qual ninguém conhece, exceto aquele a quem Ele o revelar.

Portanto, calem-se os lábios que usam o nome de Jesus como grife, e não deixam que as pessoas apenas vejam, saibam e creiam que Deus é amor, e que o resto é a finitização da revelação para compreensão humana nas contingencias da história, do tempo, do espaço, da cultura e da finitude de nossas próprias percepções.

Nele, que é a Luz, o Cordeiro, o Amor e a Vida Eterna,

O texto acima é do meu amigo "Caio Fábio"

Eu assino embaixo.


Abcs Bento Souto

sexta-feira, março 12, 2010

O "DEUS DESCONHECIDO" ENVIOU JESUS!

A história do "Deus desconhecido", mencionado em Atos 17:15-34, cujo altar Paulo faz alusão em seu discurso no Aéropago, não tem nada a ver com as "escrituras judaicas", mas tem tudo a ver com Aquele que é Senhor de tudo e todos.

As pessoas de Atenas, séculos antes do apóstolo Paulo aparecer por lá, criam que o motivo da "praga" que estava matando os habitantes havia sido uma covardia que eles haviam feito com um grupo inimigo com quem eles estavam em guerra, mas que havia aceito um acordo de rendição. Contudo, após eles terem se rendido, os atenienses os mataram.

Quando a "praga" irrompeu, eles tentaram agradar os deuses conhecidos com sacrifícios, mas a "praga" não parou. Daí, eles apelaram para o oráculo de Pítias, que instrui-os a chamar o profeta cretense, Epimênides (mencionado por Paulo em Tito 1:12), que ofereceu sacrifícios e ordenou que se construíssem altares ao "Deus desconhecido". A praga cessou e um dos altares lá ficou.

O mais interessante é que esse episódio em Atenas é uma narrativa de Diógenes Laércio, um autor grego do século 111 A.D., numa obra clássica denominada "As Vidas de Filósofos Eminentes" (vol. 1, p. 110), séculos antes de Jesus, sem ligação alguma com profetas e historiadores judaicos, conforme a narrativa de Don Richardson, no livro "O Fator Melquisedeque".

Essa idéia de Deus se revelando aos "pagãos" chocava os judeus dos dias de Jesus. Hoje, ela choca cristãos que reduziram Deus a um "deus tribal", que só se revela através das "escrituras judaicas"... rsrsrs

No entanto, alguém que seja curioso o suficiente para se perguntar apenas de onde vem a palavra "Deus" irá perceber que Ele (o gênero masculino, em si, já é um antropomorfismo) é "Desconhecido"... rsrsrs

Nós, latinos, usamos a palavra "Deus" sem nunca nos perguntarmos de onde essa palavra surgiu. Nós, que temos Português como língua materna, mantivemos a forma de nossa língua mãe, o Latim. O Espanhol usa "Dios", o Italiano usa "Dio", o Francês "Dieu". Ou seja, o Latim popularizou a palavra "Deus".

Mas o Latim não é a língua mais antiga do mundo. Logo, qualquer um pode concluir que "Deus" é apenas uma palavra humana usada por um povo para designar o "Desconhecido", ainda que em Latim o sentido original de "Deus" deriva do indo-europeu deiwos (resplandecente, luminoso), que designava originariamente os corpos celestes (Sol, Lua, estrelas etc.) por oposição aos humanos, terrestre por natureza.

Se alguém fizer a mesma pesquisa com "God", em Inglês, irá desembocar no mesmo problema, isto é, Inglês é um idioma que também descende de outro idioma... e assim prossegue numa sucessão que vai até antes da escrita -- ou talvez até da fala, como a conhecemos, hoje.

Aqueles que estudam Línguas acreditam que o Sânscrito talvez seja a língua mais antiga dos homens. Para surpresa de muitos, "God" significava, originariamente, "Aquele que se invoca", conforme aparece na Rig Veda, a mais antiga das escrituras Hindus e fazia referência ao "deus" Indra, aquele da "chuva e do trovão".

Ou seja, não dá para querer honrar "Deus" apenas com palavras, pois nenhuma palavra é suficiente para descrever quem Ele é!

Por isso, "Deus" é apenas uma tentativa humana de traduzir em palavra Aquele que só pode ser conhecido na existência.

Por isso, eu dou risada quando vejo cristãos querendo imitar os judeus, escrevendo "D'us", como forma de "honrá-lo" -- como se Ele ligasse para palavras criadas pelos humanos para se comunicar através da escrita.

Por isso, Paulo não viu nenhum problema em dizer aos atenienses que anunciava o "Deus desconhecido", numa alusão clara ao que ELE havia feito no passado, em Atenas, através da instrumentabilidade de Epimênides, e no Universo, ao criar todas as coisas.

Por isso, antes das tábuas da Lei, Ele é o "Deus" de Abraão, Isaque e Jacó!

Por isso, quando perguntado por Moisés quem o enviava, Ele diz apenas: EU SOU!

Por isso, Jesus disse a samaritana que "Deus" é Espírito, e importa que "os Seus adoradores O adorem em 'espírito e em verdade', não em lugares -- ou nomes, se me permitem a liberdade.

Todavia, eu sei que os "adoradores da letra morta" irão torcer o que escrevo e dirão que eu ensino que "todos os deuses são Deus". Seria ingenuidade minha não reconhecer que há aqueles que pensam que "Deus" é um ser do tipo "porta da caverna do tesouro de Ali Babá" - que só abre quando é pronunciada a palavra exata.

A esses eu pergunto: se eu sabia quando minha filhinha se dirigia a mim, mesmo quando ela pronunciava "gugu-dadá", pois ainda não sabia dizer "papai" ou "Bento", por que eu pensaria que Deus é menos inteligente que eu, não sendo capaz de reconhecer quando Seus filhos lhe chamam?

Quem entende essas coisas compreende porque os judeus perseguiam Paulo e também porque, ali mesmo no Aéropago. alguns creram que o "Deus desconhecido" enviara Jesus e ressuscitara-o dos mortos.


Abcs Bento Souto